Nos bastidores da política amazonense, uma nova engenharia eleitoral começa a ganhar corpo e pode redesenhar completamente o cenário da sucessão estadual em 2026: a possível formação de uma coligação entre a federação União Progressista (UP) formada por União Brasil e PP e o PL, maior força da direita no Estado.
A conjectura em circulação envolve uma chapa de alto impacto: Tadeu de Souza como pré-candidato ao Governo e Maria do Carmo como possível vice, em uma aliança que uniria centro e direita em torno de um projeto competitivo para enfrentar adversários tradicionais como David, Omar Aziz e Eduardo Braga.
A aproximação ocorre em meio ao processo de reposicionamento político do vice-governador Tadeu de Souza, que está em rota de migração para o Progressistas, dentro da federação União Progressista.
Com Wilson Lima cada vez mais inclinado a disputar o Senado, Tadeu surge como nome natural para assumir o protagonismo da sucessão, especialmente se consolidar apoio nacional dentro do PP e União Brasil.
Esse movimento, por si só, já embaralha o jogo, mas a entrada do PL na equação eleva a disputa a outro patamar.
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A articulação entre União Progressista e PL também revela um movimento pragmático: em um cenário de segundo turno apertado, nenhuma força quer correr o risco de isolamento.
O PL tem nomes fortes no Amazonas, como Capitão Alberto Neto e Sargento Salazar, o Progressista também tem em seus quadros Coronel Menezes, outra referência na Direita.
O pano de fundo dessa movimentação é claro: o grupo de Wilson Lima quer evitar que a disputa fique resumida entre os blocos tradicionais liderados por David e Omar.
Uma chapa Tadeu–Maria do Carmo teria potencial para se apresentar como alternativa “nova”, com discurso inovador administrativamente e apelo conservador.
Nos bastidores, a avaliação é que essa seria uma composição capaz de garantir presença no segundo turno, unificar a centro-direita e construir uma frente ampla contra os caciques históricos
Ainda é conjectura, mas o tabuleiro já está sendo montado
Embora nenhuma das partes tenha confirmado oficialmente a costura, o fato é que 2026 já começou e os movimentos atuais indicam que a formação de alianças será decisiva.
A possível coligação entre UP e PL pode representar a maior reorganização do campo político amazonense desde 2018.
Se Tadeu será cabeça de chapa e Maria do Carmo ocupará espaço estratégico, ainda depende de negociações nacionais e regionais.
Mas uma coisa é certa: o tabuleiro está em montagem, e as peças já começaram a se mover.



