O empresário Leonardo Ávila, dono da incorporadora Faenge, foi quem abriu as portas do Banco de Brasília (BRB) para que fundos ligados ao Banco Master comprassem ações da instituição estatal. Passaram pelas contas de Ávila R$ 135 milhões por essa operação.
Como Ávila já era acionista do BRB, ele tinha direito à aquisição de novas ações durante o aumento de capital do BRB, realizado em 2024. Ele, porém, cedeu o direito de compra.
Ávila afirmou, via assessoria de imprensa, que a cessão do direito “foi gratuita e sem nenhum benefício pessoal”. “Fora a cessão dos direitos de subscrição, reafirma-se que não há – e nem nunca houve – nenhuma relação comercial, profissional ou de serviços com o Banco Master ou Reag”, declarou a assessoria de imprensa da Family Office de Leonardo Ávila.
“A cessão de direitos à subscrição foi feita em documento do Banco Bradesco, custodiante à época, e posteriormente o referido aumento de capital foi homologado pelo órgão fiscalizador, Banco Central”. A nota diz, ainda, que a Faenge não tem vínculo com a subscrição das ações.
Reag e o Banco Master fizeram compra de ações do BRB por meio de fundos. O próprio fundador da Reag, João Carlos Mansur, pagou R$ 193,2 milhões ao fundo Celeno para participação societária no BRB.
A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar manobras societárias envolvendo o ecossistema do Master e o BRB.


