Os projetos de lei que criam duas novas instituições de ensino superior no país: a Universidade Federal Indígena (Unind) e a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte), foram encaminhados ao Congresso Nacional pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quinta-feira (27). A previsão é que as unidades entrem em funcionamento em 2027. Para Lula, enquanto os colonizadores do país tentaram destruir a lembrança dos povos indígenas, a Unind vem para devolver a cidadania e o respeito a essas populações. Além de demarcar territórios, segundo Lula, é dever do Estado dar condições para que os indígenas vivam com decência e não sejam violentados na sua cultura. “Nós queremos que os povos indígenas sejam tanto quanto os outros povos que vivem nesse país, tratados com respeito, com carinho e ter o que eles merecem ter: o direito à dignidade, à vida, a trabalho, o direito à sua cultura, a comer e a fazer o que eles quiserem. Essa universidade é para isso”, afirmou. O professor da Universidade de Brasília, Gersem Baniwa, que é indígena, disse que a criação da Unind é o início da derrubada definitiva da “última fronteira da colonização, que é o muro da violência cognitiva e epistêmica”, imposto por processos educativos colonialistas, homogeneizantes e eurocêntricos. Segundo ele, ela será também instrumento de autodeterminação dos povos. “Ela é resposta concreta às desigualdades históricas no acesso à formação superior, garantindo que jovens indígenas possam permanecer em seus territórios e estudar a partir de suas referências socioculturais e sistemológicas”, acrescentou. Papel do Estado No caso da UFEsporte, o presidente Lula argumentou que não é possível permitir que o esporte no país sobreviva “por conta do milagre” individual de cada atleta. Segundo ele, os patrocínios são importantes, mas a iniciativa privada “só entra no jogo quando o cara já é famoso”. “O que a gente vai fazer é dar condições científicas e técnicas para aperfeiçoar aquilo que a pessoa já tem. A pessoa nasce com aquele dom, o que precisa é ter chance. Tem atleta que não tem um tênis para correr, que não tem as calorias e proteínas necessárias para se alimentar. Essas pessoas terão muito menos chance de ser um atleta de alto rendimento. E de quem é o papel? É do Estado”, explicou. Para a atleta paralímpica, Verônica Hipólito, o esporte é transversal e, por isso, a nova universidade deve ser inclusiva, acessível e diversa. “Quando a gente também fala sobre a universidade do esporte, nós estamos falando que todas as pessoas vão poder ter uma formação digna”, disse. “Dizem sempre que nós somos incapazes de estar em qualquer lugar, incapazes de estar no esporte, na educação, na gestão; mas nós somos muito capazes e quem mostra isso todos os dias é o esporte, porque o esporte é transversal. O esporte é educação, é saúde, o esporte é sobre mobilidade, sustentabilidade, o esporte é sobre tudo”, acrescentou. Incentivo ao esporte Lula também sancionou o texto que transforma a Lei de Incentivo ao Esporte em política pública permanente, nessa quarta-feira (26). A lei foi publicada hoje no Diário Oficial da União e institui regras atualizadas para execução dos incentivos fiscais para o setor. A nova legislação aumentou o índice de deduções no Imposto de Renda (IR) em doações ou patrocínios para o setor esportivo. A partir de 2028, a dedução para pessoas jurídicas passará de 2% para 3%. Os projetos voltados para inclusão social seguem com possibilidade de 4% de dedução, enquanto as pessoas físicas podem deduzir até 7% do IR. Unind A Universidade Federal Indígena (Unind) ficará em Brasília, como uma estrutura multicampi dedicada à formação superior de povos indígenas de todas as regiões do país. A iniciativa, vinculada ao Ministério da Educação (MEC) e ao Ministério dos Povos Indígenas (MPI), envolveu um processo de escuta e consulta a lideranças, educadores, jovens, anciãos e organizações indígenas, em 20 seminários regionais, em 2024. A universidade terá processos seletivos próprios, com o objetivo de ampliar o ingresso de candidatos indígenas conforme a diversidade linguística e cultural. Com a oferta inicial de 10 cursos e previsão de oferecer até 48 cursos de graduação, a Unind atenderá aproximadamente 2,8 mil estudantes indígenas nos primeiros quatro anos de implantação. Os cursos de graduação e de pós-graduação a serem ofertados serão voltados às áreas de interesse dos povos indígenas, com ênfase em gestão ambiental e territorial, gestão de políticas públicas, sustentabilidade socioambiental, promoção das línguas indígenas, saúde, direito, agroecologia, engenharias e tecnologias e formação de professores. Segundo o Ministério da Educação (MEC), estão inclusos, ainda, cursos em áreas consideradas estratégicas para o fortalecimento da autonomia dos povos indígenas, para a atuação profissional nos territórios e a inserção profissional indígena em diferentes setores do mercado de trabalho. Pensada para responder “às desigualdades históricas de acesso à educação superior”, a Unind tem como pilares a autonomia dos povos indígenas, com a promoção de ensino, pesquisa e extensão sob uma perspectiva intercultural; a valorização de seus saberes, línguas e tradições; a produção de conhecimento científico em diálogo com práticas ancestrais; o fortalecimento da sustentabilidade socioambiental; e a formação de quadros técnicos capazes de atuar em áreas estratégicas para o desenvolvimento dos territórios indígenas. UFEsporte Já UFEsporte é resultado da articulação entre o MEC e o Ministério do Esporte com o propósito de integrar a formação acadêmica, a qualificação profissional e o desenvolvimento do esporte ao nível de excelência e em âmbito nacional, formando gestores, atletas e fomentando o esporte de alto rendimento no país. A sede será em Brasília e haverá, também, parceria com a Universidade Aberta do Brasil, para cursos à distância. Também estão previstos com centros de excelência em todas as regiões do país, utilizando, inclusive, as infraestruturas construídas para as Olimpíadas de 2016 no Brasil. Serão oferecidos cursos de bacharelado, tecnólogos e pós-graduação, com ênfase em ciência do esporte, educação física, gestão de esporte e lazer comunitário, medicina esportiva e reabilitação, gestão e marketing esportivo, nutrição esportiva, além de outras áreas estratégicas para gestão de entidades e formação de atletas de diversas modalidades. Segundo o MEC, a proposta
Lula envia para o Congresso projetos que criam a Unind e UFEsporte
Roberto Cidade reage a ataque do Coronel Menezes: “por onde ele passa arruma confusão”
O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, deputado estadual Roberto Cidade (União), postou ontem nas redes sociais um vídeo em que responde às críticas feitas a ele pelo Coronel Alfredo Menezes (PP) no programa PodMais, da Rede Onda Digital. Ele acusou o ex-companheiro de chapa de arrumar confusão por onde passa, de ser desagregador e o desafio a disputar o mandato de deputado federal na mesma coligação. “Vamos ver o que o povo diz”, afirmou. Menezes havia dito que se arrependeu de ser o vice de Cidade na eleição de 2024. “Voltei de uma agenda intensa no interior, trabalhando pelo nosso povo, e me deparo com esse ataque do Coronel Menezes, de quem sempre preferiu criar problema a construir soluções. Mas esse comportamento não me surpreende, todo mundo que já conviveu sabe que ele vive de briga, de confusão e de intriga, mas não de trabalho”, respondeu Cidade. “Enquanto eu sigo fazendo política com seriedade, entregando resultados e fortalecendo o Amazonas, ele tenta aparecer, e ainda por cima, atacando quem está trabalhando. Mas não vai funcionar. O povo sabe diferenciar quem trabalha de quem só faz ficela. Então, Menezes, ao invés de perder tempo inventando confusão, vá procurar um serviço”, acrescentou.
Coronel Menezes confessa arrependimento por ter aceitado ser candidato a vice-prefeito, anuncia candidatura a deputado federal e mudança de partido
O Coronel Alfredo Menezes admitiu ontem, em entrevista ao programa PodMais, apresentado por este blogueiro na rede Onda Digital, que foi um erro aceitar ser vice do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Roberto Cidade (União) na disputa pela Prefeitura de Manaus em 2024. “É o maior arrependimento da minha vida política”, afirmou, para depois anunciar que será candidato a deputado federal nas eleições de 2026, mas não permanecerá no Progressistas, seu partido atual. A declaração foi interpretada como um rompimento definitivo com o grupo de Cidade, que também pretende disputar uma vaga na Câmara Federal. Menezes disse que não teve nenhum espaço na campanha de 2024. “Me esconderam”, afirmou, colocando essa situação como a causa principal da derrota da chapa. “Eu pretendia ser candidato a vereador, mas o governador Wilson Lima me convenceu a aceitar ser vice”, explicou. Menezes começou na política em 2020, como candidato a prefeito pelo Patriotas, quando ficou em quarto lugar com pouco mais de 100 mil votos. Dois anos depois viveu seu melhor momento ao obter 737 mil votos para senador, vencendo a eleição em Manaus por larga margem e perdendo para Omar Aziz (PSD) com a somatória dos votos do interior. O afastamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu amigo de décadas, foi decisivo para que não tivesse o mesmo desempenho em 2024. O militar afirmou que não ficará no Progressistas, mas não indicou que caminho pretende trilhar. Também fez duras críticas ao presidente regional do PL, Alfredo Nascimento, e ao deputado federal Capitão Alberto Neto. Ele acusa os dois de boicotar sua candidatura a prefeito. E reafirmou que vai levantar as bandeiras da direita na eleição, condição que colocará nas negociações para a nova filiação partidária. Para Menezes, não existe outro nome para disputar a Presidência da República que não seja o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicamos), já que Bolsonaro está impedido de disputar. E no que se refere ao Governo do Amazonas, admitiu nos bastidores uma aproximação com o vice-governador Tadeu de Souza (Avante).
Alckmin reúne secretários estaduais da área econômica para alinhar estratégia de comércio exterior, com a participação de Serafim Corrêa
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas (Sedecti), Serafim Corrêa, participou, nesta segunda-feira (24/11), de uma reunião de trabalho com o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, no Palácio do Planalto, em Brasília. O encontro reuniu secretários estaduais da área econômica para tratar de políticas de atração de investimentos e da promoção do comércio exterior, com pauta voltada ao alinhamento das estratégias federais e estaduais. Durante a reunião, o Governo Federal apresentou iniciativas em andamento voltadas ao fortalecimento da competitividade e da cultura exportadora no país. Entre as iniciativas, destacam-se: ProInvestimento (BID): linha de crédito condicional destinada aos estados para projetos estruturantes de desenvolvimento; Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE): programa que apoia empresas brasileiras no processo de internacionalização; Janela Única de Investimentos do Brasil (JUI-BR): plataforma integrada para facilitar e agilizar a entrada de investimentos no país; Monitor de Investimentos, Inovação e Sustentabilidade: ferramenta de acompanhamento de projetos e indicadores relacionados à modernização produtiva. Ao final da reunião, o secretário da Sedecti, Serafim Corrêa, destacou a relevância do diálogo federativo e das oportunidades que se abrem para o Amazonas no cenário internacional. “No próximo dia 20 de dezembro, o Mercosul assinará o tratado comercial com a União Europeia. Isso é uma espera de muitos anos que agora, com o Brasil na presidência do Mercosul, será consolidada. Isso abre portas para novas exportações, abre portas para fortalecer nossa corrente de comércio. Estamos todos de parabéns e vamos em frente. Parabéns, presidente Alckmin”, ressaltou.
Desembargador lança livro que reflete sobre fragilidades da navegação na Amazônia, abandono das populações ribeirinhas e o valor da vida diante do regime das águas
Nesta quinta-feira, dia 27 de novembro de 2025, o desembargador Cezar Bandiera lançará a segunda edição do livro ‘Naufrágio no Amazonas – o acidente do Transrégia II’, às 18h30, no salão de eventos da Valer Teatro, localizada no Largo São Sebastião. A entrada é gratuita. A obra é um testemunho sensível sobre as fragilidades da navegação na região amazônica, o abandono das populações ribeirinhas e o valor da vida diante da imprevisibilidade dos rios. Com linguagem íntima e contundente, Bandiera nos conduz por uma noite longa e dolorosa, mas também por reflexões profundas sobre destino, fé e memória. Para a coordenadora editorial da Valer, doutora em Filosofia Neiza Teixeira, o livro Cezar Bandiera narra um fato que, infelizmente, não é raro acontecer nos rios amazônicos: um naufrágio. “Aqui, vivemos o desastre do navio-motor Transrégia II, no qual ele viajava, e que, devido à sua fé e ao seu controle emocional, sobreviveu e ainda ajudou a salvar outras pessoas. Este foi um dos mais pavorosos já registrados. Durante as buscas por materiais relacionados à tragédia, o autor constatou a negligência, tanto com a história individual quanto com a história coletiva, por conta dos registros parcos no órgão responsável, o abandono dos povos ribeirinhos e a falta de fiscalização; mas também observou o progresso da construção naval, que hoje entrega ao povo barcos mais rápidos e seguros.”, escreveu Neiza Teixeira. O autor explicou em nota que, para esta segunda edição, foram realizadas buscas em diferentes fontes históricas e documentais. Consultaram-se periódicos do Estado do Pará e da cidade de Itacoatiara, na tentativa de reunir registros jornalísticos da época, que pudessem oferecer novos detalhes sobre o naufrágio, seus passageiros, as vítimas e as circunstâncias que marcaram o ocorrido. “Escrevo estas páginas movido por um impulso antigo: o de registrar um fato que, por muitos anos, permaneceu em silêncio dentro de mim. Mais do que um relato pessoal, este livro é uma homenagem àqueles que perderam as suas vidas numa madrugada trágica, no coração da Amazônia.”, escreveu Bandiera. Sobre o livro Na madrugada de 7 de maio de 1983, o navio motor Transrégia II naufragou nas águas escuras do rio Amazonas, deixando dezenas de mortos e feridos, entre eles, crianças. Dentre os sobreviventes, estava o então jovem juiz Cezar Luiz Bandiera, que, após décadas, rompe o silêncio para contar, em primeira pessoa, os detalhes desse episódio trágico, marcado pelo medo, escuridão, improviso e esperança. Sobre o autor Cezar Luiz Bandiera é graduado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1977). Doutor em Direito Constitucional (Dinter) pela Universidade de Fortaleza/Ciesal (2019). Exerceu o cargo de advogado no Projeto Fundiário Humaitá do Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária – Incra (1980). Instalou o sistema para a utilização de Informática no Poder Judiciário do Estado do Amazonas (1985). Iniciou os Trabalhos de Informatização da Folha de Pagamento do Poder Judiciário do Amazonas e o Trabalho de Informatização do 2.° grau de jurisdi-ção, iniciando pela Distribuição Processual (1986). Atuou como Juiz de Direito nas Comarcas de Parintins, Manacapuru e Benjamin Constant (1986). Atuou como Juiz Corregedor Auxiliar na Corregedoria-Geral da Justiça do Amazonas. Juiz Eleitoral nas Zonas Eleitorais dos municípios de Parintins, Benjamin Constant e da 32.ª Zona Eleitoral, em Manaus (1986). Atuou como Juiz Membro do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Amazonas (1990). Foi nomeado Secretário de Estado da Administração do Amazonas (1994). Assumiu a 4.ª Vara da Fazenda Pública Municipal (2004). Foi nomeado Juiz da 58.ª Zona Eleitoral de Manaus (2012). Foi nomeado Juiz Auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça do Conselho Nacional de Justiça – DF (2014). Promovido por merecimento ao cargo de desembargador (2021), atua até a presente data como membro e presidente da Segunda Câmara Criminal, assim como compõe as Câmaras Reunidas e o Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça do Amazonas. Atual diretor da Escola Judicial do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (2022). Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Processual Civil, Direito Processual Administrativo e Direito Constitucional.
Estrutura que desabou no Largo, provocando a morte de trabalhador, não tinha aprovação prévia do Iphan, que solicitou paralização da montagem
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio da Superintendência no Amazonas, informou que, em razão da ausência de aprovação prévia para intervenções na área de entorno do Teatro Amazonas, bem tombado como Patrimônio Cultural Brasileiro, solicitou a paralisação da montagem da estrutura de Natal no Largo de São Sebastião, no Centro Histórico de Manaus. Isso ocorreu antes do acidente de ontem (23), que deixou um trabalhador morto e outro ferido após tombamento de um guindaste. O projeto de ornamentação, incluindo a intervenção no entorno do Monumento de Abertura dos Portos, foi protocolado pelo Governo do Estado em 18 de novembro e encontra-se em análise técnica pelo Iphan, conforme os procedimentos e prazos previstos na Portaria nº 420/2010. O Instituto reafirma seu compromisso de atuar de forma técnica, preventiva e cooperativa com as instituições, de modo a conciliar a preservação do patrimônio cultural com o uso seguro e responsável dos espaços históricos. O acidente A Secretaria de Cultura e Economia Criativa informou que, na manhã deste domingo (23/11), durante a montagem da árvore de Natal do Largo de São Sebastião, o guindaste da empresa responsável pela operação, que estava sendo utilizado para a colocação de módulos da estrutura, tombou. O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados e realizaram o atendimento de duas vítimas, funcionários da empresa responsável pela montagem, que ficaram feridas e foram encaminhadas para uma unidade de saúde da capital. Uma das vítimas, infelizmente, não resistiu aos ferimentos e foi a óbito ao chegar ao hospital. A outra segue internada, com quadro de saúde estável. O Governo do Amazonas lamenta pelo ocorrido e informa que está prestando toda a assistência às vítimas e famílias. As primeiras informações apontam para a possibilidade de falha operacional como causa do acidente, o que será devidamente apurado pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), que por meio do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), vai instaurar um Inquérito Policial (IP). A Secretaria de Cultura e Economia Criativa ressalta que a empresa contratada apresentou a documentação exigida para esse tipo de operação, que será entregue aos órgãos competentes.
TCE-AM leva pioneirismo ao CNJ com lançamento nacional de Manual de Controle Externo das Polícias Penais
O Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) foi convidado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para participar do 2º Encontro Nacional de Alta Gestão em Políticas Penais, no dia 27 de novembro, em Brasília. O encontro reúne gestores estaduais, magistrados e representantes do Executivo Federal, com objetivo de discutir a aplicação e fiscalização do plano Pena Justa pelos entes federativos do Brasil. O evento integra a agenda do Plano Nacional de Enfrentamento do Estado de Coisas Inconstitucional nas Prisões Brasileiras, ação vinculada à Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 347), homologada pelo Supremo Tribunal Federal. Pena Justa é um plano nacional do CNJ e da União, com apoio de instituições e sociedade civil, para enfrentar a situação de calamidade nas prisões brasileiras. A presidente do TCE-AM, conselheira Yara Amazônia Lins, destacou o papel institucional do Tribunal no processo: “O convite do CNJ mostra confiança na capacidade do TCE-AM de construir soluções que fortalecem o Estado. Quando cooperamos com outras instituições, entregamos uma política pública mais segura, mais coerente e mais útil à população.” Para o vice-presidente Fabian Barbosa, o reconhecimento nacional reflete a qualidade do trabalho desenvolvido e o pioneirismo da Corte. “Isso é algo de uma magnitude que não se consegue perceber, porque o Tribunal de Contas do Amazonas fez o Manual de Controle Externo para o sistema penitenciário do Brasil. Foi um trabalho tão bem feito que o CNJ resolveu lançar para todo o país e estabelecer como uma referência e padrão para todos os estados da federação.” Pioneirismo Durante o evento, será lançado o Manual de Controle Externo das Polícias Penais do Amazonas, fruto de um acordo de cooperação técnica entre o TCE-AM, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), com o objetivo de padronizar a atuação da Corte de Contas amazonense na implementação e fiscalização do Plano Pena Justa. O lançamento consolida o protagonismo do Tribunal no campo da política penal. Sob coordenação do vice-presidente, conselheiro Fabian Barbosa, e da equipe técnica responsável, o TCE-AM elaborou previamente o manual direcionado ao sistema penitenciário. O resultado foi reconhecido pelo CNJ como referência e adotado como modelo para os demais tribunais de contas estaduais. Com o lançamento em Brasília, o TCE-AM reforça sua contribuição ao debate nacional sobre gestão penal, amplia as ferramentas de controle externo e oferece um método replicável para garantir a execução do plano Pena Justa em todo o país. Texto: Adríssia PinheiroFotos: Joel Arthus
Prefeito David Almeida entrega 400 registros de imóveis e realiza maior avanço histórico na regularização fundiária do Santa Luzia
O prefeito de Manaus, David Almeida, entregou, nesta terça-feira, 25/11, 400 registros de imóveis aos moradores do bairro Santa Luzia, em cerimônia realizada na quadra da escola de samba Reino Unido da Liberdade, no Morro da Liberdade, zona Sul. A ação integra o programa “Manaus Legal”, conduzido pela Secretaria Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Semhaf), que já ultrapassou a marca de 12 mil imóveis regularizados em toda a cidade. “Hoje, nós estamos realizando um sonho que atravessa gerações. São famílias que esperam há mais de 100 anos pelo direito de serem proprietárias do lugar onde construíram suas vidas. A partir de agora, vocês são donos de fato e de direito dos seus imóveis, com registro em cartório, segurança jurídica e dignidade. Isso é justiça social”, destacou o prefeito David Almeida. O evento reuniu lideranças comunitárias, moradores do Santa Luzia e autoridades civis e judiciais. A entrega, realizada em parceria com a Corregedoria do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), marca um avanço histórico na regularização fundiária da capital e representa a consolidação de uma política pública que alcança áreas ocupadas há décadas e que nunca haviam recebido atenção efetiva do poder público. Durante o ato, o prefeito destacou que o Santa Luzia é um dos bairros mais tradicionais da zona Sul, com registros de ocupação que remontam a 1920, e que a cidade ainda carrega um desafio estrutural: mais de 50% do território de Manaus é formado por áreas ocupadas que aguardam regularização. Ele relembrou que, no mesmo local, há pouco mais de um mês, foram entregues 900 registros aos moradores do Morro da Liberdade, consolidando o eixo Sul como referência no avanço da política habitacional. David reforçou que muitos moradores não receberam o documento por não terem recebido a equipe técnica da Semhaf no período de vistoria e pediu apoio da comunidade. “Quem recebeu o registro hoje, mostre para o vizinho. Peça para que ele entregue a documentação, porque nós queremos voltar aqui para finalizar os 900 títulos que o Santa Luzia tem direito. É assim que se faz cidadania”. O secretário de Habitação, Jesus Alves, reforçou que a cidade passou mais de uma década sem uma estrutura dedicada à regularização fundiária, e que a criação da Semhaf, em 2023, permitiu a construção do maior programa de titulação do Norte do país. “Manaus ficou 12 anos sem Secretaria de Habitação, até que o prefeito David Almeida teve a coragem de criar e estruturar a Semhaf. Hoje, colhemos os resultados: o maior programa de regularização fundiária da história da cidade e do Amazonas. A Prefeitura de Manaus não entrega título provisório. Entrega registro de imóvel, o documento definitivo que garante propriedade de verdade”, afirmou. Ele destacou ainda o apoio da Corregedoria de Justiça, da Defensoria Pública e do senador Eduardo Braga, que destinou recursos para fortalecer o programa. Representando os moradores, o subsecretário da Semjel e morador do Santa Luzia, Roberto Dinamite, emocionou o público ao ressaltar o impacto da entrega. “Eu falo aqui como morador do Santa Luzia, como alguém que reencontra amigos da minha infância, dos meus pais e dos meus avós. O que o prefeito David Almeida faz por Manaus é olhar com humanidade. Por isso eu escolhi caminhar ao lado de quem mais trabalha e mais entrega. A zona Sul inteira está asfaltada, nenhuma gestão entregou tantas escolas, tantas UBSs ou tantas obras quanto esta”, afirmou. Meta ousada até 2028 Durante o evento, o prefeito anunciou novas metas e avanços: o Cidade de Deus será a próxima grande frente de regularização, com previsão de 6 mil registros de imóveis a serem entregues, após processo de desapropriação em andamento. O chefe do Executivo municipal destacou que a Semhaf já está construindo 4.700 apartamentos populares, com três conjuntos habitacionais sendo entregues ainda este ano. Estão em implantação 3.600 lotes urbanizados no bairro planejado da zona Norte, ampliando o acesso à moradia digna. Além disso, a meta da gestão é chegar a 40 mil registros de imóveis até 2028, consolidando o maior esforço de regularização fundiária da história da capital. “Regularizar a terra é garantir dignidade, segurança jurídica, acesso à cidadania e oportunidade para crescer. Isso é transformar vidas, e isso é justiça social”, afirmou o prefeito. Manaus Legal Com a entrega de hoje, o programa “Manaus Legal” avança sobre uma das regiões mais antigas e populosas da cidade, garantindo que famílias que vivem há décadas no mesmo local, algumas delas há mais de 100 anos, finalmente recebam o documento que confirma a sua propriedade. Além da titulação, a Prefeitura de Manaus segue ampliando políticas habitacionais com novos empreendimentos, urbanização de áreas vulneráveis e soluções que atacam o déficit habitacional de forma estrutural.
Suframa reúne empresas para debater as práticas ESG na Zona Franca de Manaus
A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) promove na próxima quinta-feira (27 de novembro), em Manaus, o 1º Encontro ZFM+ESG: Jornadas Sustentáveis na Amazônia. O evento ocorrerá no auditório Floriano Pacheco, na sede da Suframa, localizado na avenida Ministro Mário Andreazza, no Distrito Industrial I. Desse modo, o encontro tem o propósito de inspirar, conectar e orientar empresas da Zona Franca de Manaus (ZFM) na adoção de práticas ESG (ambiental, social e de governança). Essa orientação será feita através do compartilhamento de experiências, apresentação de soluções de mercado e articulação institucional. O evento, que acontece das 8h15 às 11h50, desta quinta-feira, é focado nos eixos: ambiental, social e de governança. Inclui mesas-redondas e painéis de soluções. Embora seja presencial, o evento também conta com transmissão online. Público-alvo O encontro ZFM+ESG, da Suframa, é direcionado a um público amplo que inclui empresas do polo industrial de Manaus, prestadores de serviços ESG, instituições públicas e privadas, a academia e a sociedade civil organizada. A programação será iniciada com o credenciamento e “welcome coffee”, seguido por uma coletiva de imprensa às 8h30. A solenidade de abertura, prevista para às 8h45, contará com a participação de representantes da Suframa, Cieam, Unicef e Fundação Rede Amazônica*. Temas em destaque O cronograma do dia é intenso, priorizando a troca de experiências e a apresentação de soluções práticas nos três pilares do ESG: Entre 9h15 e 9h55, duas mesas-redondas simultâneas abordarão os pilares ambiental e social. Mesa Redonda 1: Experiências de Jornada – Eixo Ambiental (E): empresas aderentes apresentarão casos de sucesso em temas cruciais como gestão de resíduos, eficiência energética, descarbonização e bioeconomia. Mesa Redonda 2: Experiências de Jornada – Eixo Social (S): o foco será em casos de impacto social, diversidade e inclusão, desenvolvimento de comunidades e bem-estar do colaborador. Soluções de mercado e governança Após as mesas iniciais, o evento dedicará espaço para a apresentação de ferramentas e práticas de mercado: No Painel de Soluções 1 e 2 vão tratar de empresas de serviços ESG, como: certificação, consultoria e soluções tecnológicas, com apresentações de oportunidades práticas e acessíveis para que as empresas possam iniciar ou avançar em sua jornada ESG. Em seguida, a mesa redonda 3: Experiências de Jornada vai debater o – Eixo Governança (G). Empresas apresentarão seus casos de sucesso especificamente nesse eixo. Sustentabilidade industrial Para o superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, destacou a importância do evento: “O 1º Encontro ZFM+ESG: Jornadas Sustentáveis na Amazônia será uma bússola de sustentabilidade para as indústrias da Amazônia. Assim como uma bússola orienta um explorador a encontrar o caminho certo (o Norte), o evento vai oferecer orientação prática e experiências reais para ajudar as empresas da Zona Franca de Manaus a navegar pelo complexo território da responsabilidade ambiental, social e de governança”, ressaltou o superintendente da Suframa.
Crise na Rede Amazonas ameaça candidaturas indígenas nas eleições de 2026
A Rede Sustentabilidade no Amazonas atravessa um profundo conflito interno que ameaça desmantelar o bloco unificado projetado para as eleições de 2026. O partido foi escolhido pelas principais lideranças indígenas do estado para aglutinar forças e garantir representação inédita no Congresso Nacional. Dessa forma, lideranças históricas da Rede, como a ex-candidata nas últimas eleições, Vanda Witoto, e Jecinaldo Sateré, já conversam com outras siglas, como a Federação PT-PCdoB e partidos de centro, como MDB e PSD. Enquanto isso, o novo porta-voz interino da Rede no Amazonas, Marcos Apurinã, busca manter o partido de pé e a luta pela pauta indígena. “Eu ainda vou falar com a Vanda [Witoto], apesar de que ela já declarou estar cogitando ir para o PT ou PCdoB”, declarou o dirigente partidário. O Amazonas possui a maior população indígena do país, com quase 500 mil indivíduos. Apesar dessa força numérica, o estado nunca elegeu um deputado estadual ou federal indígena. E foi com o objetivo de quebrar esse tabu e aumentar a bancada indígena em todos os níveis, que as principais lideranças optaram por se filiar à Rede Sustentabilidade. Dessa forma, a Rede foi inicialmente vista como um partido de esquerda que poderia abarcar a pauta dos direitos indígenas e aglutinar outros movimentos sociais. A estratégia era construir um forte coeficiente eleitoral a partir da união de votos, garantindo que alguma liderança indígena fosse eleita, fosse ela federal ou estadual. O objetivo era alcançar um êxito inédito.


