O pedido da Prefeitura de Manaus de renegociação de dívida junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), por meio do Projeto de Lei nº 823/2025, foi aprovado pela Câmara Municipal de Manaus (CMM), nesta quarta-feira, 10/12, e segue para sanção do prefeito David Almeida. O novo acordo proporcionará uma economia aos cofres municipais de cerca de R$ 100 milhões devidos aos juros menores firmados entre as partes. A gestão municipal ressalta que o novo contrato não se trata de uma proposta para aquisição de um novo empréstimo, mas trocar dívidas antigas com juros maiores por uma nova dívida com juros menores e maior prazo de pagamento. Ele prevê a utilização máxima de um valor equivalente a R$ 195 milhões de dólares americanos ou ienes japoneses. “Esse é um passo importante que damos para seguir tendo saúde financeira, que nos possibilita investir em novos projetos que vão impactar diretamente na vida da nossa população. Graças ao trabalho realizado por nossas equipes técnicas, encontramos soluções para diminuir essa dívida. Isso comprova que a nossa gestão vem trabalhando duro, em todos os âmbitos, para melhorar a nossa cidade”, destacou o prefeito David Almeida. O programa tem como objetivo principal melhorar a saúde financeira da prefeitura, isso porque o novo acordo reduzirá os juros e encargos atuais e ampliará os prazos de pagamento, aliviando o impacto das parcelas anuais no orçamento municipal, fortalecendo assim a sustentabilidade financeira do município. Além disso, garantirá cerca de R$ 100 milhões em economia aos cofres municipais (devido aos juros menores) e R$ 900 milhões de espaço fiscal para investimentos nos primeiros sete anos, sendo R$ 200 milhões no primeiro ano, proporcionando a disponibilização de mais recursos para obras, ações e serviços em geral que proporcionarão melhoria da qualidade de vida da população manauara. Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) na CMM, o vereador Gilmar Nascimento afirmou que a proposta confirma a eficiência da atual gestão municipal que encontra soluções para diminuir dívidas antigas e aumentar as receitas para que possa investir em melhorias para a cidade de Manaus. “A prefeitura fez esse projeto, conversou com o Bird e está fazendo esse acordo para que possa fazer a amortização das dívidas, trocando dívidas com encargos e juros elevados por um juros mais baixo e com um maior prazo. Isso se chama gestão, isso se chama eficiência da Prefeitura de Manaus, da gestão da Semef”, disse Nascimento. A operação também garante o apoio do Banco Mundial aos projetos de bioeconomia, crédito de carbono, construções sustentáveis, saneamento e adaptação das mudanças climáticas dentro do Programa de Parceria de Investimentos de Manaus (PPI/Manaus).
Prefeitura de Manaus tem pedido de renegociação de dívida aprovado pela CMM, garantindo R$ 100 milhões em economia aos cofres municipais
Michelle revela seu “projeto de poder”
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou uma nova mensagem para se defender dos críticos de sua atuação política, mais especificamente os ouvidos pela Folha de S.Paulo. Reportagem do jornal publicada nesta quarta-feira (3), deu conta de que bolsonaristas dizem que Michelle “rachou” o PL para eleger candidatas “leais a seu projeto pessoal de poder”. A mulher de Jair Bolsonaro, que já tinha rebatido um influenciador bolsonarista mais cedo, publicou o seguinte em resposta: “Terminei de fazer almoço e não posso perder tempo. Vamos direto ao ponto: Segundo a reportagem, as ‘fontes’ duvidosas dizem que eu teria um ‘projeto de poder’. Sempre lutei pelo projeto de poder… de PODER CUIDAR DAS PESSOAS. Por causa disso, sem mandato e apenas com trabalho, dentre outras coisas pudemos: doenças raras; cuidar dos monoculares; -criar o Programa abrace o Marajó; Esse é o único projeto de poder que vale a pena: PODER CUIDAR DAS PESSOAS! É esse poder que sonho para as mulheres e homens de bem do Brasil.“ “Eu me desdobro” Questionada publicamente pelos três filhos mais velhos de Bolsonaro e até pela ex-mulher do ex-presidente, Michelle manteve sua posição contra a aliança com Ciro Gomes (PSDB) no Ceará, e venceu a queda de braço, pois o PL voltou atrás e as conversas esfriaram no estado. “Eu me desdobro entre cuidar da minha filha Laura e preparar toda a sua alimentação, que é levada diariamente, em vários – horários, pelo meu amado irmão Eduardo. Se eu pudesse, estaria o dia todo ao lado do meu marido, mas infelizmente o ministro Alexandre de Moraes limitou nossas visitas, talvez duas vezes por semana e por apenas 30 minutos”, defendeu-se.
CMM aprova Lei Orçamentária Anual de 2026 enviada pelo Executivo Municipal
A Câmara Municipal de Manaus (CMM) aprovou, nesta quarta-feira (3), em Sessão Extraordinária, a Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício de 2026. O projeto enviado pelo Executivo Municipal estabelece um orçamento total de R$ 12 bilhões. Os recursos serão destinados a áreas prioritárias da administração municipal ao longo do próximo ano. Após a votação, a LOA seguiu para a sanção do Executivo Municipal. Durante a votação, os vereadores analisaram e aprovaram Emendas Impositivas Individuais, Emendas Impositivas de Bancada e uma Emenda Modificativa Aditiva de Texto. As proposições foram previamente avaliadas pela 2ª Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), responsável pela análise de 301 emendas, e pela 3ª Comissão de Finanças, Economia e Orçamento, que examinou outras 282 emendas ao Projeto de Lei nº 682/2025, que estima receitas e fixa despesas do Município para 2026. Além da LOA, os parlamentares também deliberaram, em segunda discussão, o Plano Plurianual (PPA) 2026–2029, formalizado no Projeto de Lei nº 683/2025, enviado pelo Executivo por meio da Mensagem nº 87/2025. A aprovação do PPA estabelece as diretrizes estratégicas que nortearão as políticas públicas municipais pelos próximos quatro anos. O líder do prefeito na CMM, vereador Eduardo Alfaia (Avante), destacou que o orçamento aprovado distribui recursos de forma equilibrada entre todas as áreas estratégicas da administração municipal. “Temos a destinação específica para cada área — assistência social, educação, saúde, infraestrutura, mobilidade urbana, saneamento. Todas as áreas são contempladas. Além disso, o prefeito tem a capacidade de remanejamento dentro do percentual previsto, o que permite atender situações emergenciais e demandas inesperadas da gestão. A peça orçamentária chega à Casa já contemplando todas as áreas de atuação que são obrigação, competência e responsabilidade do município”, afirmou Alfaia. A aprovação da LOA 2026 consolida o planejamento orçamentário do município, permitindo que a Prefeitura de Manaus programe investimentos e ações em setores essenciais, como saúde, educação, infraestrutura e assistência social, garantindo, segundo a Casa, maior previsibilidade e transparência no uso dos recursos públicos. Fotos: Cleuton Silva e Eder França/Dicom
Sabá Reis no comando do PDT-AM a partir de janeiro
O presidente do PDT no Amazonas, Luiz Castro, informou que teve uma reunião nesta terça-feira com o prefeito David Almeida e os secretários Sabá Reis e Marcos Rotta para alinhar os próximos passos da sigla no estado. Segundo Luiz Castro, o encontro foi “positivo” e serviu para consolidar a decisão de que Sabá Reis assumirá o comando do PDT-AM. A posse está prevista para janeiro, enquanto isso, Luiz Castro permanece à frente do partido. Ele também destacou que fica no partido e está alinhado ao grupo político de David Almeida na construção do projeto para as eleições de 2026.
CNH sem autoescola é aprovada e aulas deixam de ser obrigatórias
O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou uma resolução que altera o processo para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A principal mudança é o fim da exigência de aulas em autoescolas, que deixarão de ser obrigatórias após a publicação da norma no Diário Oficial da União (DOU), prevista para os próximos dias. A decisão integra um conjunto de ajustes que, segundo o governo federal, buscam reduzir custos e simplificar o acesso à habilitação. Entre as alterações estão a redução da carga horária mínima das aulas teóricas e práticas e o fim do prazo de validade para a conclusão do processo da primeira CNH. Apesar das flexibilizações, as etapas essenciais permanecem. Os candidatos continuarão obrigados a realizar e ser aprovados nos exames teórico e prático para obter o direito de dirigir.
David anuncia nomeação de novos guardas municipais e reforça armamento
Protagonizando um marco na segurança pública municipal, o prefeito de Manaus, David Almeida, entregou, na tarde desta segunda-feira, 1º/12, o novo conjunto de armamentos da Guarda Municipal e anunciou a nomeação de 126 novos guardas, habilitados recentemente no curso de formação. A cerimônia de apresentação ocorreu na Lagoa do Japiim, zona Sul da cidade. Entre as novas armas da Guarda Municipal de Manaus está um cão robô. Ele será utilizado para acessar locais de difícil alcance e auxiliar em situações onde um agente humano poderia estar exposto a risco. Também será utilizado em projeto educativo que começa em 2026, nas escolas, no programa Guarda Mirim Contra as Drogas. Além do cão, são 150 pistolas Taurus TS9, calibre 9 mm, menos letal. A arma é equipada com munição de elastômero, tecnologia que proporciona respostas com base no uso progressivo da força. Paralelamente, Manaus se torna a primeira e única Guarda Municipal do Brasil a operar com uma pistola menos letal, equipada com munição de elastômero, tecnologia que garante respostas proporcionais e fundamentadas no uso progressivo da força. O anúncio integra um amplo processo de modernização da Guarda Municipal, que vem sendo conduzido diretamente pelo prefeito, marcando um ciclo histórico de avanços em veículos, equipamentos, formação e expansão de efetivo. Durante a apresentação, o prefeito David Almeida destacou a transformação profunda pela qual a corporação vem passando desde o início de sua gestão. “A Guarda Municipal de Manaus nunca foi tão forte quanto na nossa gestão. Depois de 74 anos, fizemos o primeiro concurso para agentes armados, saímos de dois veículos para mais de cem e fomos os primeiros a autorizar a arma de fogo. Hoje, entregamos mais 150 pistolas TS9 e somos a única Guarda do Brasil com pistola menos letal, de munição elastomérica. Segurança nem é obrigação da prefeitura, mas nós estamos fazendo, e fazendo muito. Manaus não espera”, enfatizou. O secretário municipal de Segurança Pública e Defesa Social, Alberto de Siqueira, reforçou que a incorporação do novo equipamento menos letal coloca Manaus na vanguarda nacional. “A adoção da pistola menos letal com munição de elastômero é um divisor de águas. Nenhuma outra guarda municipal do Brasil possui esse armamento. Isso demonstra profissionalismo, responsabilidade e compromisso com a vida. É tecnologia aplicada para garantir abordagem qualificada e respeito ao cidadão”, garantiu. A modernização da corporação integra um conjunto maior de investimentos que a Prefeitura de Manaus vem realizando para fortalecer a segurança municipal com planejamento, responsabilidade e ações concretas que entregam resultados reais para a população. Além dos 126 guardas já nomeados recentemente, a prefeitura se prepara para ampliar ainda mais o efetivo. O próximo concurso público ofertará 590 vagas, totalizando quase 1.500 agentes até 2027, consolidando Manaus entre as guardas municipais mais estruturadas e capacitadas do país. Com novos armamentos, equipamentos de ponta, efetivo fortalecido e uma doutrina alinhada ao uso progressivo da força, a Guarda Municipal de Manaus vive o maior avanço de sua história, um avanço conduzido com protagonismo direto do prefeito e com foco absoluto na proteção da população.
“Estão tirando os médicos experientes da UTI do 28 de Agosto para economizar”, denuncia deputado
O deputado Wilker Barreto (Mobiliza) disse ontem que há cerca de um mês realizou fiscalização no Hospital 28 de Agosto
Criação do Programa Rios Livres da Amazônia avança na Comissão de Meio Ambiente do Senado
Também estão previstos incentivos à participação social responsável na gestão dos recursos e ao desenvolvimento de pesquisas científicas.
Federação do Comércio do Amazonas aponta que setor gerou 380 mil empregos e maior arrecadação de ICMS
Federação do Comércio do Estado (Fecomércio-AM) aponta que “o setor reafirma seu papel como força motriz da economia do Amazonas”. De acordo com o documento, publicado no site da entidade, “com mais de 380 mil postos de trabalho formais, equivalentes a 70% do total no estado, e como maior arrecadador de ICMS, o Comércio de Bens, Serviços e Turismo mantém sua relevância ao desenvolvimento tanto na capital quanto no interior, atendendo às necessidades da população e contribuição para a geração de emprego e renda”. Segundo o Painel, em 2024, o setor seguiu enfrentando os desafios de questões econômicas e sociais complexas. E a estiagem histórica, pelo segundo ano consecutivo, afetou diretamente a logística e o transporte de mercadorias, agravando as já conhecidas dificuldades de infraestrutura que penalizam o estado, especialmente pela ausência de investimentos em modais essenciais, como a BR-319 e hidrovias sinalizadas. Mas, diz o documento, apesar desse cenário, o setor mantém sua relevância ao desenvolvimento tanto na capital quanto no interior, atendendo às necessidades da população e contribuição para a geração de emprego e renda.O Painel destaca que os números mostram a força da recuperação da economia; a importância do trabalho em equipe entre governo, empresários e sociedade civil organizada; e a relevância do setor do comércio na economia (PIB), na arrecadação de impostos e na geração de empregos no Estado. A Fecomercio-AM cita que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação. (Sedecti), o Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas, no segundo trimestre de 2024, foi de R$ 42,2 bilhões e no segundo trimestre de 2025 foi de R$ 46 bilhões de reais, valores nominais, representando o aumento de 9%.
Aval para Amazonprev investir R$ 50 milhões no Master foi assinado 28 dias após troca de presidente, diz Estadão
A troca de presidência no fundo de pensão dos servidores do Amazonas, em meados do ano passado, chama a atenção sobre as circunstâncias — e os responsáveis — por trás da aprovação que permitiu o investimento de R$ 50 milhões em letras financeiras do Banco Master. Como apontado por membros do Conselho de Administração do fundo posteriormente, a operação não seguiu o rito normal de outras decisões e avançou sem a deliberação dos conselheiros ou registro em atas de reuniões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo (Estadão). O caso do Amazonas não é isolado. Em Estados como Rio de Janeiro e Amapá, investimentos feitos pelos institutos de servidores no Master, de quase R$ 2 bilhões, respectivamente, também são alvo de questionamentos, como já mostrou o Estadão/Broadcast. Na base pública de dados do Amazonprev, um documento de junho sobre a aplicação no título do Master traz a assinatura do então recém-empossado presidente da entidade, Ary Renato Vasconcelos de Souza, com apenas 28 dias no cargo. Souza é próximo ao governador Wilson Lima (União Brasil), foi secretário extraordinário de projetos especiais do Amazonas entre 2019 e 2022, na primeira gestão de Lima no governo do Estado, e atuou como contador da campanha que reelegeu o governador. Virou gerente de administração e finanças do Amazonprev em 2023, até ser nomeado, em 3 de julho do ano passado, para a chefia do instituto, em substituição a Maria Neblina Maraes, que estava no cargo havia pouco mais de dois anos. Procurado, Souza disse que o Amazonprev responderia por ele. O fundo afirmou que o ex-diretor-presidente tinha capacidade técnica e estava habilitado para o cargo. Segundo a instituição, sua gestão entre junho de 2024 e maio de 2025 gerou um retorno de R$ 864 milhões, seguindo as normas do RPPS (ver mais abaixo). Como novo chefe da entidade, ele consta como representante legal na Autorização de Aplicação e Resgate (APR) feita para o aporte no Master. Trata-se de um documento técnico de prestação de contas periódica dos fundos de pensão de entes públicos enviada ao Ministério da Previdência, que trazem detalhes que embasam as decisões de investimento. Embora a assinatura do então novo presidente tenha data de 31 de julho, o documento de autorização descreve que a operação na letra do Master teria sido feita no dia 6 de junho, ainda na gestão de Maria Neblina Maraes. “A aplicação se deu após o Comiv (Comitê de Investimentos) receber e-mail da diretoria, solicitando cotação e possível aquisição de letras financeiras desde que superassem a meta atuarial ao longo do vencimento”, diz o texto. Nos documentos disponíveis na base de dados pública do Ministério da Previdência, Souza já assinava como representante legal para aplicações aprovadas em junho de 2024, ainda antes da sua nomeação oficial para a presidência. Até maio, esses documentos eram assinados pela então presidente, Maria Neblina Maraes, como representante legal. Na base de dados, no entanto, não consta registro sobre o investimento feito no Banco Master. Souza teve uma passagem breve no comando do Amazonprev. Deixou a presidência em maio deste ano, 10 meses após assumir, substituído por Francisco Evilazio Pereira, que era o secretário de Justiça do governo Lima. Procurado, o instituto afirmou que os investimentos do fundo tiveram um retorno de R$ 1,6 bilhão, de julho de 2024 a outubro de 2025. A entidade diz que a aplicação na letra do Master representa menos de 0,5% do total dos investimentos da instituição, “e não oferece nenhum risco ou interfere no pagamento de aposentados e pensionistas do Estado do Amazonas.” Apesar disso, o instituto diz seguir acompanhando o tema junto ao Banco Central, que decretou a liquidação do Master. O Amazonprev afirma ainda que o ex-diretor-presidente da instituição, Ary Renato Vasconcelos de Souza, tem capacidade técnica e estava habilitado para exercer o cargo. “Entre junho de 2024 e maio de 2025, período em que esteve à frente do Fundo Previdenciário, a política de investimentos resultou em um retorno de R$ 864 milhões, sempre observando os normativos do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).” Em resposta à reportagem, o governo estadual reproduziu a mesma nota enviada pelo Amazonprev, porém, com uma diferença no período em que Souza esteve à frente do instituto. “Entre julho de 2024 e abril de 2025, período em que esteve à frente do Fundo Previdenciário, a política de investimentos resultou em um retorno de R$ 864 milhões, sempre observando os normativos do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).” Por meio de nota de seu advogado, Maria Neblina Marães respondeu que é funcionária de carreira do Governo do Estado do Amazonas há três décadas e que “todo o processo de tomada de decisão dos investimentos da Amazonprev é público e transparente”. Também declarou que, no dia 6 maio de 2024, o Master foi incluído na Lista Exaustiva de Instituições Financeiras do Ministério da Previdência Social (MPS), que contempla as instituições que atendem às condições estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional para negociar Letras Financeiras com os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). O Amazonprev tem pouco mais de R$ 10 bilhões sob gestão e compreende um universo de quase 100 mil servidores públicos. Sob risco Letras financeiras não têm proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A decisão do Banco Central de liquidar o Master, em 18 de novembro, coloca o Amazonprev na fila de credores do banco, com risco real de perdas. Como mostrou o Estadão/Broadcast, 18 fundos de pensão de Estados e municípios aplicaram quase R$ 2 bilhões em letras financeiras do Master. O aporte do fundo de pensão do Amazonas passou a ser questionado muito antes da decisão que liquidou o Master. O relatório de investimentos de setembro de 2024 do instituto cita que não haviam sido identificados os registros em ata de reunião ou deliberação da diretoria que autorizassem a aquisição da letra financeira do Master. Um dos conselheiros destaca, na reunião de novembro de 2024, que as operações com letras financeiras se deram de forma incomum e foram “uma surpresa desagradável, pois seus registros


