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Ajuda do sul da Flórida chega diretamente aos sobreviventes na Venezuela

Uma semana após os terremotos devastadores que atingiram a Venezuela, a solidariedade internacional segue firme, mas acompanhada pela angústia. Enquanto as doações continuam chegando aos montes no sul da Flórida para serem enviadas às vítimas, familiares nos Estados Unidos vivem o pesadelo de buscar por notícias de entes queridos em meio aos escombros. A cidade costeira de La Guaira, antes um destino de férias popular a cerca de 30 quilômetros de Caracas, foi a região mais atingida. Bairros inteiros, como Carabellada e Caribe, foram reduzidos a ruínas, revelando o verdadeiro horror do desastre. A Ajuda Está Chegando ao Destino? Com o volume intenso de doações no sul da Flórida, uma dúvida comum surgiu entre os doadores: os suprimentos estão realmente chegando a quem precisa, ou estão sofrendo interferência do governo venezuelano? Michael Capponi, fundador e presidente da Global Empowerment Mission (GEM), viajou a Caracas para supervisionar pessoalmente os esforços de socorro e garantiu que a resposta é sim. “Posso garantir que a ajuda que estamos coletando está sendo distribuída por nós mesmos,” afirmou Capponi. “Basta olhar nosso Instagram para ver filas de milhares de pessoas recebendo os mantimentos.” A logística segue a todo vapor. Nesta semana, paletes com suprimentos arrecadados em um armazém em Doral foram carregados no terceiro avião cargueiro da Amerijet no Aeroporto Internacional de Miami, com destino direto aos sobreviventes de La Guaira.

Buscas Incansáveis e a Dor das Famílias No local do desastre, as equipes de resgate correm contra o tempo. Uma equipe do Corpo de Bombeiros de Miami-Dade permanece na Venezuela utilizando cães farejadores treinados para vasculhar os escombros. Embora as autoridades reconheçam que a janela para encontrar sobreviventes provavelmente tenha se fechado, moradores continuam cavando os destroços com as próprias mãos. De volta ao sul da Flórida, a arrecadação também funciona como uma forma de lidar com a dor. Na igreja cristã Nación de Fe, em Miami-Dade, voluntários trabalham sem parar. Para venezuelanos-americanos como Marian Volcanes, ajudar é um alento em meio à incerteza. Volcanes passou dois dias agonizantes sem notícias de sua irmã mais nova, a pediatra Alvinith Requena, de 29 anos, que trabalha em um hospital em La Guaira. A família finalmente descobriu que Alvinith sobreviveu porque estava no trabalho durante os tremores. No entanto, o prédio onde a médica morava desabou completamente. O namorado de Requena, que também é médico, estava no apartamento e segue desaparecido, presumivelmente preso sob os escombros. Apelo Político por Proteção À medida que a crise humanitária na Venezuela se aprofunda após a tragédia natural, a comunidade e líderes políticos locais estão se mobilizando em outra frente. Volcanes e muitos outros residentes do sul da Flórida estão apelando ao governo dos EUA para reconsiderar e ampliar as proteções aos venezuelanos que vivem no país. Diversos membros da delegação congressional do sul da Flórida argumentam que a renovação e expansão do Status de Proteção Temporária (TPS) são medidas urgentes e necessárias, dada a escala do desastre e a contínua crise que o país sul-americano enfrenta.

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