A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e a Câmara Municipal de Manaus (CMM) desembolsaram dos cofres públicos, em 2025, quase R$ 28 milhões para bancar os salários dos políticos de ambos os parlamentos.
No Parlamento Estadual, os 27 deputados recebem R$ 46 mil mensais, o que representa R$ 1.242.000 mil por mês. Esse valor, ao longo de doze meses, chega a R$ 14.904.000.
Os supersalários dos deputados estaduais, inclusive, viraram alvo do Ministério Público do Amazonas (MP-AM) por fortes indícios de inconstitucionalidade, uma vez que estariam recebendo valores superiores ao que determina a Constituição Federal.
Além disso, os parlamentares recebem, todo mês, quase R$ 50 mil do chamado “cotão” para gastar com despesas referentes ao exercício do cargo.
Já no Parlamento Municipal, que conta com 41 vereadores, o salário mensal para bancar os vencimentos dos parlamentares é de R$ 26 mil. Ou seja, os 41 vereadores custam, por mês, apenas em salários, a quantia milionária de R$ 1.066.000.
Ao multiplicar o valor pelos 12 meses do ano, o cálculo é de R$ 12.792.000. Os vereadores também recebem o “cotão”, mas em valor inferior ao dos deputados: R$ 33 mil por mês.
Ao somar o valor total gasto com os salários dos deputados da Aleam, de R$ 14.904.000, com o dos vereadores, de R$ 12.792.000, o montante desembolsado do erário apenas para custear os salários dos parlamentares de ambas as casas é de R$ 27.696.000 por ano.
O alto valor levanta um debate sobre o que é considerado um salário exorbitante, enquanto o trabalhador comum, regido pela CLT, recebe R$ 1,6 mil por mês, o que revela a disparidade entre o pagador de impostos e a classe política.


