O cenário político do Amazonas amanheceu sob nova liderança neste domingo, 5 de abril de 2026. Após a oficialização das renúncias de Wilson Lima e Tadeu de Souza na noite anterior, o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Roberto Cidade (União Brasil), assumiu o comando do Executivo estadual.
A mudança marca o início de um período de transição crucial para o estado, motivado pelo prazo de desincompatibilização eleitoral.
Cronograma da Transição
- Sábado (4): Publicação das cartas de renúncia em edição extra do Diário Oficial da Aleam. Wilson Lima e Tadeu de Souza deixam os cargos para estarem aptos à disputa das eleições gerais de outubro.
- Domingo (5): Roberto Cidade assume as funções de governador interino, iniciando a articulação com o secretariado e definindo as prioridades para os próximos dias de gestão.
O Papel de Governador Interino
Ao assumir neste domingo, Cidade passa a ser o responsável por garantir que os serviços essenciais não sofram interrupções. Como o estado teve uma “vacância dupla” (saída de governador e vice), a Constituição do Amazonas determina que o presidente do Legislativo assuma imediatamente.
“Este domingo marca o início de um trabalho de continuidade e responsabilidade. Nosso foco é manter o Amazonas nos trilhos enquanto os ritos constitucionais são seguidos”, afirmou o agora governador interino.
Próximos Passos: Eleição Indireta
A permanência de Roberto Cidade no cargo segue um rito jurídico específico:
- Convocação: A Aleam deve convocar uma eleição indireta em até 30 dias.
- Votação: Os deputados estaduais escolherão quem governará o Amazonas até o final de 2026 (o chamado “mandato-tampão”).
- Favoritismo: Pelo seu histórico de votações recordes e trânsito entre os parlamentares, Roberto Cidade entra nesse processo como o nome natural para a sucessão definitiva até dezembro.
Perfil de Liderança
Aos 39 anos, Roberto Cidade consolida sua trajetória como uma das figuras mais poderosas da política amazonense. Recordista de votos em 2022 e presidente da Aleam por três gestões consecutivas, ele agora testa sua capacidade executiva à frente da máquina estadual em um ano de grandes desafios políticos e sociais.












