Um grave episódio de violência contra a imprensa foi registrado na manhã desta quinta-feira (9), em Manaus. Um jornalista da Rede Onda Digital foi agredido fisicamente por um servidor lotado no Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), enquanto exercia sua profissão na cobertura de um acidente de trânsito.
O agressor foi identificado como o perito criminal de 1ª Classe, Gláucio Gradela Gomes, servidor experiente da instituição desde 2001.
O Ataque e o Vídeo
O incidente ocorreu em uma via pública onde a equipe de reportagem registrava as consequências de um grave acidente. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que o perito, fardado com a vestimenta oficial da perícia criminal, aproxima-se de forma agressiva do repórter.
As imagens registram o servidor desferindo um tapa no braço ou equipamento do jornalista, proferindo palavras de ordem e tentando intimidar o profissional para impedir a captação de imagens da cena. É possível ouvir o perito gritando e ordenando que o repórter não filme.
Posicionamento da Onda Digital
A Rede Onda Digital, veículo para o qual o repórter trabalha, emitiu uma nota de repúdio imediata ao ataque. O veículo reafirmou seu apoio ao profissional e condenou qualquer forma de intimidação à atividade jornalística.
“Não existe pauta, cargo ou circunstância que justifique agredir um jornalista. Jornalismo não se intimida”, declarou a empresa.
O que dizem as Autoridades
Diante da repercussão do caso, a reportagem solicitou posicionamento da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e da Delegacia Geral da Polícia Civil.
Em nota, a SSP-AM informou que o secretário “determinou a imediata apuração dos fatos e da conduta do servidor“. A pasta sinalizou que o caso será encaminhado à Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança para que medidas administrativas e disciplinares sejam tomadas.
Agressões à Imprensa no Amazonas: Um Histórico Preocupante
Este episódio não é isolado em Manaus. Nos últimos anos, vários casos de violência contra jornalistas foram registrados, envolvendo desde ataques de populares em frente a delegacias e durante coberturas de eventos (como o Carnaval 2026) até abusos de autoridade por parte de agentes de segurança.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Amazonas (Sinjor/AM) tem reiterado pedidos de providências para garantir o pleno exercício da profissão, classificando tais atos como atentados à liberdade de imprensa e ao direito à informação da sociedade. O Sinjor/AM ainda não havia emitido nota específica sobre o caso de hoje até a publicação desta matéria.











