O atual cenário político e econômico do Amazonas tem colocado em evidência lideranças que buscam conectar a capital ao interior por meio de novos eixos de desenvolvimento. Entre esses nomes destaca-se Jesus Alves, atual secretário de Habitação de Manaus e pré-candidato a deputado federal, que traz em sua trajetória uma forte ligação com as raízes amazônicas e o setor produtivo.
Do Déficit Habitacional ao Desenvolvimento Regional
À frente da Secretaria de Habitação e Assuntos Fundiários (Semhaf), Jesus Alves consolidou sua imagem na capital através de programas de regularização e entrega de moradias. No entanto, sua visão política tem se expandido para além dos limites urbanos de Manaus. Natural de Eirunepé, o secretário conhece de perto os desafios das calhas dos rios Juruá e Solimões, onde a pesca esportiva surge não apenas como lazer, mas como uma indústria bilionária capaz de transformar a realidade de comunidades ribeirinhas.
Pesca Esportiva: A “Indústria Sem Chaminé”
O Amazonas é o principal destino mundial para a pesca do tucunaré. Para especialistas do setor, o fortalecimento desta atividade depende de três pilares que dialogam com a experiência de Alves:
- Infraestrutura e Logística: O acesso aos pontos de pesca exige investimentos em transporte e terminais.
- Segurança Jurídica e Fundiária: Para que hotéis de selva e operadores de barcos-hotel se estabeleçam, é preciso clareza na posse da terra e no ordenamento dos rios.
- Sustentabilidade: A prática do “pesque e solte” garante que o recurso natural seja preservado, gerando renda contínua para os guias locais.
VOCÊ SABIA?
De acordo com dados da Amazonastur e do IPAAM, o Amazonas é o estado que mais cresce no turismo de natureza no Brasil.
- Turismo Internacional: Cresceu 38% em 2025, impulsionado pela busca global pelo Tucunaré-Açu.
- Geração de Emprego: Estima-se que para cada pescador que entra no rio, 7 empregos diretos e indiretos são ativados no interior (do piloteiro à cozinheira).
- Recordes: O Amazonas detém 8 recordes mundiais de comprimento de tucunaré reconhecidos pela IGFA.
A Força dos Números: O “Pulo” do Tucunaré em 2025/2026
Os dados consolidados da última temporada (2024/2025) e as projeções para 2026 mostram por que Jesus Alves defende este setor como a “roda da economia”:
- Faturamento Recorde: A pesca esportiva gerou uma receita direta de R$ 229 milhões no Amazonas na última temporada, um crescimento de quase 15% em relação ao ano anterior.
- Fluxo de Turistas: Mais de 35.700 pescadores escolheram o Amazonas como destino, representando um aumento de 8,4% no volume de visitantes.
- O “Fenômeno” Barcelos: A cidade se consolidou como a capital mundial da modalidade, faturando sozinha R$ 102,5 milhões — quase metade de toda a receita do estado no setor.
- Ticket Médio Elevado: O turista da pesca gasta muito mais que o turista comum, pois exige logística complexa (aviões anfíbios, barcos-hotel de luxo e guias especializados).
Um Olhar para o Interior
Como entusiasta do setor náutico e conhecedor das rotas fluviais do estado, Jesus Alves tem defendido em suas agendas a importância de descentralizar a economia. “O interior precisa de alternativas que respeitem a floresta e tragam dignidade ao homem do campo”, tem ressaltado o gestor em reuniões recentes.
Natural de Eirunepé, Jesus Alves não é um político de gabinete que “descobriu” o interior agora. Sua base no Juruá é sólida — vide a votação expressiva que obteve em sua terra natal nas últimas eleições. Mas o que a pesca esportiva tem a ver com isso? Tudo.
Alves, entusiasta declarado do setor náutico, entende que o Amazonas subutiliza sua maior riqueza. Enquanto Manaus luta contra um déficit habitacional histórico de mais de 100 mil moradias — pauta que o secretário domina e usa como vitrine — o interior sofre com um “déficit de oportunidades”. A pesca esportiva, que já movimenta cerca de R$ 500 milhões no estado, é a peça-chave para uma economia que preserva a floresta enquanto enche o prato do ribeirinho.
Olho em 2026
A pré-candidatura de Jesus Alves à Câmara Federal não é segredo. Ao unir a bandeira social da habitação com a bandeira econômica da pesca e do desenvolvimento regional, ele cria um perfil híbrido raro: o gestor da capital que fala a língua do interior.
Resta saber se o “efeito Jesus” na habitação conseguirá ser transposto para as águas. Se a eficiência demonstrada na entrega de chaves em Manaus se repetir na abertura de portas para o turismo no Juruá e Solimões, o Amazonas pode estar diante de um novo modelo de liderança.
Ao focar nesses números, o Portal AM Online mostra que o secretário não está apenas “pescando por lazer”, mas sim mapeando uma cadeia produtiva que:
- Reduz a dependência da ZFM: Cria uma alternativa econômica real para o interior.
- Diálogo com o Exterior: Atrai divisas (dólares) para o estado.
- Sustentabilidade: É uma pauta que agrada ao mercado internacional e órgãos ambientais (pesque e solte).
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